sexta-feira, 11 de maio de 2012

# EM BUSCA DO PORTADOR DA VERDADE

Texto introdutório extraído do livro Cartografias conceituais: uma abordagem da filosofia contemporânea (Natal: Edufrn 2008) - C.F. Costa



                                  O VERDADEIRO PORTADOR DA VERDADE


O que chamamos de o portador da verdade é aquilo de que propriamente podemos dizer que é verdadeiro ou falso. Candidatos a portadores da verdade são (1) pessoas ou coisas, (2) sentenças assertivas, (3) proposições ou pensamentos, (4) crenças. No que se segue quero examinar comparativamente esses vários candidatos. Minha conclusão será a de que a solução (3) é a correta, conquanto possamos dar uma interpretação adequadamente naturalista ao status ontológico do pensamento.

Pessoas e coisas
Comecemos com as pessoas ou coisas. Faz sentido dizer “Sócrates é verdadeiro” ou “Esse diamante é verdadeiro”. Mas são esses os autênticos portadores da verdade? Desde Aristóteles temos o seguinte argumento para mostrar que pessoas e coisas são portadores derivados da verdade. Considere o predicado ‘saudável’. Em um sentido próprio, aquele que é saudável ou não é o ser vivo; assim, aplicamos propriamente o predicado ‘...é saudável’ a pessoas como João, o alterofilista. Mas podemos também dizer que um alimento é saudável e alimentos não são seres vivos. Por que razão? Ora, a razão óbvia é que certos alimentos tornam as pessoas saudáveis, daí porque, por um processo de derivação semântica, eles acabam por ser chamados de saudáveis. O predicado ‘...é saudável’ significa aqui ‘torna os seres vivos saudáveis’. Por isso é o ser vivo, o homem, e não o alimento, o autêntico portador do predicado ‘...é saudável’. A mesma coisa deve acontecer com a verdade. Dizemos que Sócrates é verdadeiro apenas porque, por ser uma pessoa veraz, ele diz coisas verdadeiras. Dizemos que um diamante é verdadeiro apenas porque, por ser autêntico, ele faz as pessoas dizerem coisas verdadeiras acerca dele, como a de que vale dez mil dólares. Assim, portadores próprios da verdade não são as pessoas e as coisas, mas o que se diz. Por isso o predicado ‘é verdadeiro’ perde nesses casos o seu sentido próprio. Aplicado a Sócrates ‘...é verdadeiro’ significa ‘...é veraz’; aplicado ao diamante o mesmo predicado significa ‘...é autêntico’. É lícito dizer que Sócrates é portador da veracidade e que o diamante é portador da autenticidade. Mas nenhum dos dois é o verdadeiro portador da verdade.

Sentenças assertivas
Sendo assim, um candidato natural a portador do valor-verdade passa a ser a sentença, melhor dizendo, a frase assertiva proferida. Dizemos coisas como “É verdade que o número  resulta da divisão da circunferência pelo raio” e “’Crianças são trazidas por cegonhas’ é uma frase falsa”. Mas admitir que sentenças proferidas são os autênticos portadores da verdade também é problemático. Só para dar um exemplo, considere a sentença “Se Teeteto está sentado então Teeteto está sentado”. Ela parece obviamente verdadeira. Mas esse pode não ser o caso se considerarmos a sentença proferida o portador da verdade. Pois pode ser que no meio do seu proferimento Teeteto se levante, o que torna todo o condicional falso(1). Além disso, teríamos de admitir que idéias, pensamentos, crenças que nunca foram ligüisticamente articuladas, ou que o foram, mas que não foram proferidas, não têm valor-verdade: se não existem falantes, não existem verdades. Finalmente, há uma razão mais geral para se rejeitar sentenças como portadores da verdade. É razoável admitirmos um princípio da invariância da verdade: o que é verdadeiro (ou falso) permanece verdadeiro (ou falso). Esse princípio implica na exigência da invariância do portador da verdade; ele deve ser invariante no sentido de não poder ser ora verdadeiro, ora falso, mas sempre ou uma ou outra coisa. Contudo, considere uma sentença como “Sinto dores”. Ela é falsa se proferida agora por mim. Mas torna-se verdadeira se proferida em um hospital, por um paciente recém-operado. A variação do valor-verdade se dá conforme apenas à variação daquilo que a sentença diz, que é diferente entre o meu caso e o da sentença proferida pelo paciente no hospital. Considere agora o caso inverso dos seguintes proferimentos com conteúdo idêntico: “Está chovendo”, “It is raining”, “Il pleut”. Se nas mesmas circunstâncias todos eles forem proferidos, todos eles serão verdadeiros caso esteja chovendo ou falsos caso não esteja. Ora, nesse caso acontece da sentença mudar, enquanto aquilo que dizemos ser verdadeiro ou falso, aquilo que é dito pelas diversas sentenças, o seu conteúdo, permanece o mesmo. Parece, pois, que não é a sentença, mas só o que é dito pela sentença, que é invariante. Eis o mais forte candidato a portador da verdade.

Pensamentos
Aquilo que a sentença diz recebeu vários nomes na literatura filosófica: proposição, conteúdo proposicional, conteúdo enunciativo, o sentido da frase declarativa, o sentido cognitivo ou descritivo, o pensamento... Prefiro a palavra ‘pensamento’, pois é a única capaz de exprimir o sentido da frase declarativa na linguagem natural. Como o seu introdutor Gottlob Frege observou, quando o sentido da frase (Satz) é alterado de maneira que possa ser relevante para o seu valor-verdade, muda também o pensamento (Gedanke); logo, o sentido da frase é o pensamento por ela expresso. Frege fala aqui certamente do sentido cognitivo ou descritivo da frase, pois ele concede que mudanças em detalhes performativos, como o acréscimo da palavra ‘ainda’ na frase “Alberto não veio”, de modo a formar a frase “Alberto ainda não veio”, sugerindo expectativa, não influi no valor-verdade nem no pensamento(2).
     Muitos sentem dificuldade em admitir que sentidos ou conteúdos cognitivos ou pensamentos sejam os portadores dos valores-verdade. A razão disso é que é difícil definir o estatuto ontológico dessas entidades. Pensa-se geralmente em duas possibilidades, uma psicológica, outra platônico-realista, ambas problemáticas e ambas insinuadas pela linguagem.
     Consideremos primeiro a possibilidade de que pensamentos sejam entidades psicológicas. Ela parece ruim, pois nesse caso os pensamentos parecem depender, para existirem, da existência de sujeitos psicológicos que os estejam pensando: um pensamento como o expresso pela sentença “Napoleão nasceu na Córsega” só existiria, só seria verdadeiro, enquanto alguém o estivesse pensando... E parece que se a pessoa morre o seu pensamento, por assim dizer, morre com ela...
      A possibilidade alternativa é a platônico-realista. Ela parte da admissão de que um sentido freqüente da palavra ‘pensamento’ é aquele no qual nós o localizamos no tempo e no espaço, falando de sua ocorrência. Esse é o caso em proferimentos como “Eu pensei que ele fosse disparar a arma” ou “A medicação tornou o seu pensamento lento e confuso”. Mas quando usamos a palavra ‘pensamento’ no sentido em que ele é o portador da verdade, parece que nós usamos essa palavra para indicar alguma coisa atemporal. Esse é o caso, por exemplo, quando falamos pura e simplesmente do pensamento de que dois mais dois é quatro, que é conhecido de todos. Eis porque para um filósofo como Frege o pensamento, no sentido em que ele é o portador da verdade, é uma entidade abstrata pertencente a um mundo de pensamentos eternos, atemporais, imutáveis, para sempre verdadeiros ou falsos, a espera de serem pensados(3). Um problema com essa alternativa é que ela nos força a superpopular o universo com um número infinito de entidades platônicas, posto ser potencialmente ilimitado o número de sentenças que pode ser pensado. Poucos estariam dispostos a admitir isso.
     Parece, pois, que nos encontramos diante de um dilema. Mas não parece que ele seja inevitável. Uma tentativa de solucioná-lo seria entender o pensamento (enquanto portador da verdade) como o conjunto de ocorrências psicológicas de pensamentos idênticos entre si. Nesse caso, se uma pessoa morre o seu pensamento não desaparece com ela, pois outros membros do conjunto continuam existindo... Essa não seria, porém, uma boa solução, pois o conceito de conjunto costuma ser entendido como o de uma entidade abstrata, e precisaríamos encontrar um jeito de reduzi-lo. Além disso, conjuntos podem aumentar ou diminuir com o correspondente ganho ou perda de seus membros. Mas pensamentos não são como balões infláveis.
     A solução para o dilema parece-me ser dessas que de tão simples passam despercebidas. Ela provém da consideração de que na definição da existência do pensamento não entra em questão a mente singular que o tem, nem a pessoa na qual ele ocorre. Tais entidades são abstraídas. Assim,

     um pensamento X existe  ≡  é dada ao menos uma ocorrência do
                                                    pensamento  X.

     Note-se que a expressão ‘ao menos uma’ abstrai a ocorrência de X nessa ou naquela mente particular, nessa ou naquela pessoa, pois para a atribuição de existência a X não entra em consideração onde tal pensamento ocorre. Como a existência de um pensamento é independente do conjunto maior ou menor de suas ocorrências, a multiplicidade de sua ocorrência em nada o modifica. Além disso, como geralmente são muitos os seres que têm um mesmo pensamento, a sua existência se mostra independente da existência deste ou daquele indivíduo particular no qual ele ocorre. Assim, o pensamento expresso pela frase “O Colosso de Rodes flutua no Mar dos Sargaços” foi pensado pela primeira vez por mim e está agora sendo pensado também por você. Mas por esse pensamento existir em duas pessoas, em você e em mim, ele independe da minha ou da sua existência particular; se eu morrer agora tal pensamento não irá mais desaparecer comigo.
     Essa interpretação em última análise psicológica da noção geral de pensamento possui conseqüências ontológicas interessantes. Onde está e quando existe o pensamento do teorema de Pitágoras? Ele não está em única mente individual, desaparecendo com a morte da pessoa. Também não se trata de algo eterno ou atemporal, que sempre foi e será verdadeiro, como pensava Frege. Sendo ao menos uma ocorrência de pensamento, o teorema de Pitágoras leva uma existência dependente de mentes, mas independente de alguma mente individual qualquer dos muitos que o pensam. Como ele já foi pensado por mim e certamente também por você e por muitas outras pessoas no passado, ele leva uma existência dispersa no espaço e no tempo. Essa existência é dispersa no espaço ocupado pelas cabeças dos geômetras de toda a terra e de todos os tempos, começando talvez na cabeça do próprio Pitágoras e terminando na de alguma pessoa em algum desconhecido tempo futuro. Contudo, diversamente do caso da interpretação platonista, ele de fato não existia antes de Pitágoras tê-lo pensado pela primeira vez, e deixará de existir quando ninguém mais o pensar. Pode parecer que não, mas isso é porque ninguém poderá pensar então, verdadeiramente, “A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa é algo que existiu no passado e agora não existe mais”, pois esse simples pensamento já atualizará a ocorrência do pensamento do teorema de Pitágoras. Apesar disso, o pensamento desse teorema não teria chegado a existir se ninguém jamais o tivesse pensado; nesse caso tal verdade (pensamento verdadeiro) jamais teria existido.  
     Essa maneira de ver nada tem de estranha, sendo confirmada por nossas intuições lingüísticas. Podemos dizer que João estava se recordando do teorema de Pitágoras, que ele acabou de pensá-lo. Nesse caso estamos nos referindo a uma ocorrência de pensamento. Mas podemos falar mais abstratamente do pensamento expresso pelo teorema de Pitágoras e dizer que ele existe, existiu e certamente continuará a existir, no sentido de que tem sido pensado, de que foi pensado e que será provavelmente pensado, referindo-nos a ao menos uma ocorrência de pensamento, sem precisar levar em consideração quem o pensou. Sugerir, como fez Frege, que tal pensamento sempre existiu, mesmo antes do ser humano o ter descoberto, e que sempre existirá, é pagar um preço ontológico desnecessário.
     Uma objeção que poderia ser feita à idéia de que o portador da verdade sejam ocorrências de pensamentos em um sentido não-platonista é a seguinte. Muitas verdades são descobertas. Pitágoras descobriu o teorema que leva o seu nome; Arquimedes descobriu o princípio do empuxo. Mas se algo é descoberto é porque existia antes de ser descoberto. Por conseqüência, os pensamentos de que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa e o de que um corpo físico submerso sofre uma força proporcional ao peso do fluido por ele deslocado já existiam antes de serem descobertos.
     Essa objeção resulta de uma confusão muito clara entre o pensamento como o portador da verdade, de um lado, e a situação, o estado de coisas, o evento, o processo, ou seja, o fazedor da verdade (truth-maker), de outro. Quero convencionar chamar aqui a qualquer desses fazedores da verdade de fato(4). Isso parece claro no caso de verdades empíricas: que os corpos físicos seguem o princípio do empuxo é um fato que sempre existiu... mas o pensamento disso só veio ao mundo quando Arquimedes pensava sobre o assunto imerso em sua banheira. Da mesma forma, o fato expresso pelo teorema de Pitágoras sempre existiu em espaços suficientemente euclidianos, mas o seu pensamento (a proposição), só passou a existir depois que o teorema foi pensado por Pitágoras e desde então por muitos outros. Tais fatos, porém, por duradouros que venham a ser, não são os portadores da verdade, mas os fazedores da verdade. Eles são aquilo que ocorrências de seus pensamentos representam, o que faz com que a verdade dos seus pensamentos não possa ter existido antes desses pensamentos. Exprimindo o ponto de forma aparentemente paradoxal: não é verdade que os corpos sofriam empuxo antes de Arquimedes, posto que o pensamento portador dessa verdade ainda não existia; mas é verdadeiro o pensamento de que os corpos sempre tiveram densidade específica, mesmo antes de Arquimedes. Nenhuma verdade ou falsidade existiria se não existissem mentes para pensá-las.
     Quer dizer então que antes dos seres conscientes aparecerem sobre a terra não era verdadeiro o pensamento de que o Sol é vermelho? Não, o pensamento não era verdadeiro, embora seja verdadeiro que o Sol era vermelho no sentido de que esse pensamento é verdadeiro ou de que se o pensamento do sol ser vermelho fosse pensado ele corresponderia a um fato ou estado de coisas que o tornaria verdadeiro. Um pensamento que nunca foi pensado não existe e nem é verdadeiro nem falso. O pensamento “O Colosso de Rodes flutua no Mar dos Sargaços” certamente nunca foi pensado antes. Mas ao pensarmos que ele nunca foi pensado já o pensamos, e o pensamos como certamente falso. Mesmo o pensamento “O mundo existiria, ainda que não existissem mentes para pensá-lo”, só é verdadeiro porque existem mentes para pensá-lo. E se o mundo não tivesse mentes para pensá-lo? Seria então verdadeiro que o mundo existe? Ora, por que não, dado que acabamos de admiti-lo?
     Antes de terminarmos, é curioso examinar o problema aristotélico dos futuros contingentes à luz dessas conclusões. É o pensamento expresso pela frase p = “Haverá uma batalha naval amanhã” verdadeiro ou falso? A resposta parece ser: isso não é um pensamento, pois pensamentos são conteúdos cognitivos com respeito aos quais temos razões para atribuir valor-verdade, o que não acontece aqui(5). A frase p é similar a “O atual rei da França é calvo” ou “Essa frase é falsa”, que são sentenças declarativas incapazes de expressar pensamentos, pois não são correlacionáveis a fazedores da verdade – a fatos – apropriados.
     No entanto, a frase p é enganosa, posto que ela parece exprimir conteúdo cognitivo. Por que isso acontece? A razão é, em meu juízo, que ela é muito facilmente confundida com a frase p’, “É provável que haja uma batalha naval amanhã”, quando há razões para se pensar assim. Por exemplo: tendo decifrado os códigos navais japoneses e os tendo atraído para uma cilada em Midway, os americanos já sabiam na noite de 3 de junho de 1942, que em 4 de junho quase certamente se desencadearia uma intensa batalha aeronaval. A frase p é facilmente confundida com p’ porque p’ aparece muito freqüentemente abreviada como p. Por exemplo: se o almirante americano Nimitz em 3 de junho dissesse “Amanhã haverá uma batalha aeronaval”, todos compreenderiam que ele estaria querendo dizer que todos os indícios levam à conclusão de que a esperada batalha provavelmente começará no dia 4 de julho. Mas a probabilidade, explicitada ou não, é aqui mensurável em termos de evidências empíricas. E por exprimir uma probabilidade mensurável, p’ é uma proposição verificável, podendo ser considerada no próprio tempo de seu proferimento como exprimindo um pensamento aquilatável como verdadeiro ou falso à luz dessas evidências empíricas. Tomada literalmente, porém (e não como abreviação de p’), a frase p de Aristóteles é um blefe assertivo, carente de sentido e justificação. Tudo o que essa frase faz é induzir-nos a imaginar uma batalha naval ocorrendo amanhã e nada mais, pois ela não nos oferece caminhos verificacionais que a vinculem a possíveis fazedores de verdade, a uma realidade probabilizadora ou desprobabilizadora de sua verdade, impedindo-a de expressar um pensamento legítimo. Finalmente, devemos também aqui distinguir o plano do pensamento e de sua atribuição de verdade do plano ontológico dos fatos. Pode ser que, por um determinismo causal inverificável ou inacessível, o estado do mundo presente já tenha hoje estabelecido a ocorrência de uma batalha naval amanhã. Mas seria um engano pensar que isso desfaz o blefe assertivo veiculado pela frase p, tornando-a expressão de um pensamento verdadeiro.
  
Crenças
Um último candidato a portador da verdade é a crença. ‘Crença’ é um dos termos que possui ambigüidade ato/objeto: de um lado pode designar o ato de crer (ou ainda a disposição para, dadas certas condições, manifestar o ato de crer), de outro, o conteúdo da crença. O candidato plausível para o portador da verdade seria o conteúdo da crença. Mas nesse caso estamos outra vez falando da proposição, do pensamento, pois o conteúdo da crença pode ser interpretado como uma representação psicológica (atual ou disposicional) na mente de certa pessoa (equivalente à interpretação psicologista do pensamento como ocorrência mental), como um objeto abstrato (equivalente à interpretação platonista da natureza do pensamento), ou como a ocorrência de ao menos um pensamento em uma mente qualquer (na versão aqui exposta). Uma vez que se adicione a esse conteúdo uma atribuição de verdade provável, temos uma ocorrência de crença.

Notas:
1 Para uma discussão deste e de outros exemplos, ver Wolfgang Künne: Conceptions of Truth (Clarendon Press: Oxford 2005), p. 265 ss.
2 Ver Gottob Frege: “Über Sinn und Bedeutung” (“Sobre sentido e referência”), in Funktion, Begriff und Bedeutung, ed. Günter Patzig (Vanderhoeck & Ruprecht: Göttingen 1980) p. 47 (p. 32 na paginação original).
3 Gottlob Frege: “Der Gedanke – eine logische Untersuchung” (“O pensamento: uma investigação lógica”), in Beiträge zur Philosophie des deutschen Idealismus, caderno 2, vol. 1, pp. 58-77, 1918-19.
4 Prefiro introduzir aqui a palavra ‘fato’ de modo estipulativo significando situação ou o processo ou o estado de coisas ou qualquer coisa que seja o fazedor da verdade. Com isso fica previamente obstada a objeção de que se os fatos não forem entidades espaço-temporais eles não poderão ser fazedores de verdade de proposições empíricas.
5 Ver Aristóteles: De Interpretatione sec. 9, 19b1, trad. J. Ackrill, in J. Barnes (ed.): The Complete Works of Aristotle (Princeton University Press: Princeton 1984), vol. I.

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